IAC 103 e IAC 104
Cultivares de Arroz Irrigado para o Estado de São Paulo

 

Introdução

O processo de indicação de cultivares é dinâmico e contínuo, ou seja, periodicamente recomendam-se cultivares com elevado potencial de produtividade e com melhor qualidade de grão para que possa ter boa pesquisa de arroz do Instituto Agronômico desenvolve e testa a cada ano diversas linhagens cultivares em diferentes locais do Estado de São Paulo, visando oferecer melhores opções aos orizicultores, no que tange à escolha de cultivares mais apropriados às suas lavouras.
Com resultado dessas pesquisas, dois novos cultivares de arroz irrigado - iAC 103 e IAC 104 - estão sendo colocados à disposição dos agricultores paulistas em 1998.

Histórico

IAC 103
IAC 103 é a denominação comercial do linhagem IAC 1282 e originou-se do cruzamento entre as linhagens LI 84-124 e LI 82-227 populações segregantes desse cruzamento foram semeadas na Estação Experimental de Pindamonhangaba e submetidas a vários ciclos de seleção. Em 1990 selecionou-se a progênie 8620-38-B-1-1 que, sob a denominação IAC 1282, foi incluída em ensaios de competição, mostrando bom comportamento agronômico e industrial.

IAC 104
O cultivar IAC 104 é proveniente da linhagem IAC 1289 obtida por seleção genealógica em populações oriundas do cruzamento IAC 1104/BR IRGA 409, realizado no Centro Experimental de Pindamonhangaba em 1990, recebeu a denominação IAC 1289 e passou a compor os ensaios regionais de competição no Estado de São Paulo, destacando-se como material altamente promissor, sobretudo no que se refere às qualidades industrial e culinária.

Características do Cultivares IAC 103 e IAC 104

Características

IAC 103

IAC 104

Altura média (cm)

95

103

Floração média (dias)

87

96

Maturação média (dias)

130

140

Cor das folhas

verde normal

verde normal

Pubescência das folhas

pubescente

pubescente

Cor das glumelas

amarelo-palha

amarelo-palha

Cor do ápice

clara

clara

Arista

mútico ou microaristado

mútico ou microaristado

Resistência à brusone

moderadamente suscetível

moderadamente suscetível

Comprimento do grão (mm)-C(1)

6,82

6,75

Largura do grão (mm)-L(1)

2,07

2,16

Espessura do grão (mm)- E(1)

1,76

1,70

Relação C/L(1)

3,29

3,12

Peso 1.000 grãos (g)

25,4

28,8

Classe de grão

longo fino

longo fino

Teor de amilose

24,2

24,6

Temperatura de gelatinização

baixa (6,8)

intermediária (5,0)

(1) Refere-se a características do grão descascado e polido.

Produção de Grãos e Rendimento no Beneficiamento

O potencial Produtivo dos novos cultivares de arroz foi avaliado, comparativamente às testemunhas IAC 101 e IAC 102, em ensaios avançados instalados no Estado de São Paulo nos anos agrícolas de 1993-94 a 1996-97. Resultados desses experimentos (Quandro 1) indicam que os novos cultivares IAC 103 e IAC 104 mostraram produtividade levemente superior e inferior, respectivamente, às testemunhas de ciclo de maturação semelhante.

Quadro 1. Potencial produtivo médico dos cultivares IAC 103 e IAC 104, em relação às testemunhas IAC 101 e IAC 102

Cultivar

Produção de grãos em casaca

93/94

94/95

95/96

96/97

Média (1)

Kg/ha

Ciclo intermediário

IAC 103

5.426

4.812

5.028

5.149

5.056

IAC 102

5.507

4.905

4.643

5.011

4.933

Ciclo tardio

IAC 104

6.078

5.281

5.403

5.855

5.644

IAC 101

6.362

5.602

5.662

5.683

5.820

(1)  Média de 22 e 25 experimentos para os cultivares de ciclo intermediário e tardio respectivamente.

O rendimento industrial do IAC 103 e do IAC 104 (Quadro 2) foi bem maior que o das testemunhas, IAC 102 e IAC 101, proporcionando uma quantidade superior de grãos inteiros, 13 e 16% respectivamente.

Quadro 2. Rendimento de grãos inteiros dos cultivares IAC 103 e IAC 104 em relação às testemunhas IAC 101 e IAC 102

Cultivares

Porcentagem de grãos inteiros

93/94

94/95

95/96

96/97

Média

IAC 103

66

65

59

66

64

IAC 102

56

50

56

63

58

IAC 104

65

68

65

68

66

IAC 101

46

60

55

60

55

 

Equipe de Pesquisa

Melhorias: 
Cândido Ricardo Bastos e Otávio Tisseli Filho
( Centro de Grãos e Fibras); 
Luiz Ernesto Azzini (C.de Pesq. e Desenvolvimento de Recursos Genéticos Vegetais),
Mauro Sakai (Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Nordeste Paulista - Mococa
 Paulo Boller Gallo ( Pólo Regional de Desenvolvimento Tec. dos Agronegócios do Nordeste Paulista – Mococa).

INSTITUTO AGRONÔMICO
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